Algum tempo atrás, talvez uns dias, eu era uma moça caminhando por um mundo de cores, com formas claras e tangíveis. Tudo era misterioso e havia algo oculto; adivinhar-lhe a natureza era um jogo para mim. Se você soubesse como é terrível obter o conhecimento de repente... Como um relâmpago iluminando a terra!
Agora, vivo num planeta dolorido, transparente como gelo. É como se houvesse aprendido tudo de uma vez, numa questão de segundos.
Minhas amigas e colegas tornaram-se mulheres lentamente. Eu envelheci em instantes e agora tudo está embotado e plano.
Sei que não há nada escondido; se houvesse, eu veria.
Take it easy
sexta-feira, 26 de abril de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Sei lá
Satisfeita de não ter mais algumas pessoas na minha vida. Tanto faz se por escolha delas, por ações minhas, por atos meus ou deles. Sei lá. To num movimento estranho ultimamente, tenho feito coisas que não pensei que fosse fazer tão cedo ou talvez que não fosse fazer da forma que fiz. Tenho melhorado em alguns pontos, acho que piorado nos que ainda tinha espaço para piorar (por deus, como é bom poder digitar nesse teclado macio do notebook da minha mãe) e é isso.
Se tem algo que me incomoda são pessoas que acham que me conhecem, sendo que falam comigo há menos de vinte e quatro horas. Certo, na primeira hora eu sou educada se você resolve agir assim, porque sei lá, eu fico pensando que a criatura vai se tocar e vai parar com isso, mas se não para, amigo, eu vou surtar, eu vou ser grossa e eu vou te dar um belo fora. Deal with.
Outra coisa é que eu sei lá... Acho que tô meio satisfeita com algumas coisas na minha vida, como aceitar a solidão, do tipo, não estar comendo alguém ou sendo comida, porque afinal de contas, ao contrário de algumas pessoas (é, você), eu não preciso ficar comendo alguém ou sei lá o que, só pra suprir uma carência. Acho que não vou mais falar nada sobre esse assunto porque eu to sinceramente irritada com esse desconhecido falando comigo como se me conhecesse há mil anos e ai meu deus, como pode isso hein?
Tenho que dormir, etc, tá meio tardinho já né. Então tá.
Boa noite.
Se tem algo que me incomoda são pessoas que acham que me conhecem, sendo que falam comigo há menos de vinte e quatro horas. Certo, na primeira hora eu sou educada se você resolve agir assim, porque sei lá, eu fico pensando que a criatura vai se tocar e vai parar com isso, mas se não para, amigo, eu vou surtar, eu vou ser grossa e eu vou te dar um belo fora. Deal with.
Outra coisa é que eu sei lá... Acho que tô meio satisfeita com algumas coisas na minha vida, como aceitar a solidão, do tipo, não estar comendo alguém ou sendo comida, porque afinal de contas, ao contrário de algumas pessoas (é, você), eu não preciso ficar comendo alguém ou sei lá o que, só pra suprir uma carência. Acho que não vou mais falar nada sobre esse assunto porque eu to sinceramente irritada com esse desconhecido falando comigo como se me conhecesse há mil anos e ai meu deus, como pode isso hein?
Tenho que dormir, etc, tá meio tardinho já né. Então tá.
Boa noite.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Brigadeiro
Tem tanta coisa acontecendo nesse momento. Meu quarto, calor terrível, mosquitos, verão, solidão. Até parece que essa é a época mais bonita do ano, tá mais para época mais ruim. Mais ruim, isso é certo de se dizer? Nem sei, ó.
Deu vontade de escrever como eu falo com todo mundo, todo dia. Acho engraçado esse termo de dizer "todo mundo", porque eu não teria paciência pra falar com todo mundo, porque nem todo mundo é interessante, apesar das pessoas serem interessantes nas suas desinteressantises. Existe isso, de-sin-te-res-san-ti-ses? Talvez não, mas inventei porque achei propício.
Sabe, tava relendo hoje a carta daquele cara, que não sou eu, mas é você. Não do Roberto Carlos, claro, que por um acaso está namorando com uma conterrânea minha, Alagoana, que mora aqui perto, eu acho. Quem sabe um dia terei minha chance com ele. Ou não, porque se parece muito com meu pai e seria um tanto quanto estranho chegar muito perto do Rei de modo sinuoso. Mas então, o cara é aquele que eu me apaixonei e que não sai da minha cabeça. Aquele cara que quando você beija, você sabe que esse tal beijo não vai te sair da cabeça por muito, mas muito tempo. De tal forma que o tempo passa e parece que cada detalhe se torna mais nítido. Deve ser porque eu fico revivendo as coisas tantas vezes que fica marcado demais. Talvez até o fato de as coisas terem ficado mais legais e mais bonitas naquele dia tenham sido apenas ilusão da minha cabeça. Mas é que a gente enfeita os momentos quando eles de alguma forma já são enfeitados por si só, dentro do nosso coração. Melodrama, melodoamor.
Já chorei hoje, nem sorri com essa história e eu achando que não ia mais chorar, mas será possível? Fico me perguntando até quando, até quando meu Deus do céu? Mas Deus nem sabe dessas coisas, ele tá bem mais ocupado com os problemas mundiais do que com minha cabecinha desorientada. Pelo menos descobri que um homem bonito se interessou por mim e ele tem barba, de verdade.
Eu ia começar outro parágrafo com "já alguma coisa", na verdade ia dizer que já havia passado das três da madrugada, mas então, esqueci o que ia dizer na enrolação de mudar o início do parágrafo. Ah, lembrei! Eu ia dizer que assim como com as comidas que como, que assim, não gosto de ficar repetindo as comidas senão eu fico enjoada delas, prefiro diferenciar na hora da escolha dos pratos, eu fico enjoada de iniciar parágrafos iguais. Imagino que isso seja TOC, até porque eu também tenho uma necessidade de acabar de comer as coisas em porções iguais. Vai saber, eu nunca neguei que sou meio doida da cabeça, mas na verdade ninguém é muito normalzinho não, a diferença é que gostam de agir como se fosse, etc, já dormi com esse assunto.
Então já que eu estou falando de comida, que aliás nesse momento nem estou com fome, porque comi coisas muito parecidas hoje: brigadeiro, leite com nescau e afins, ou seja, praticamente a mesma coisa só que um é leite condensado com nescau/chocolate em pó e outro é leite-leite e nescau/nescau, gostaria de ressaltar que apreciar as comidas é como apreciar um bom texto, ou até mesmo escrevê-lo. Só que a diferença é que quase nunca se fica saciado, de escrever ou de ler. No meu caso se eu pudesse escreveria muito, mas daí seria um problema, primeiro porque ninguém lê nada que eu escrevo, segundo porque ninguém lê nada que eu escrevo e terceiro porque ficaria (e fica) tudo amontoado por aí sem utilidade. Talvez na posteridade (tempos de outrora, adoro esse negócio), quem sabe, alguém leia alguma coisa que eu tenha dito e faça algum sentido pra alguém que eu não sei quem. Talvez algum futuro fã, porque pode ser que eu me torne alguém que sirva pra alguma coisa. No momento estou em busca disso, prometo. E caso você, meu fã, admirador ou amante futuro esteja lendo isso agora, guarde com carinho, pois saberei retribuir aqueles que me amaram quando eu não era ninguém.
É, acho que está bom por hoje. Ouvi uma música que queria enviar numa carta, mas deixa ela aqui de treinamento pra quem sabe depois eu crie coragem de colocá-la no papel. Foi por isso que falei de Roberto Carlos, mas acabei fugindo do assunto porque nem queria encará-lo, pois pensei na carta que deveria escrever mas que não tinha coragem o suficiente, vou fingir então que to escrevendo aqui, como se não existissem mais papeis, nem folhas, nem canetas, nem lápis. Sendo que papel e folha é a mesma coisa, ou será que não? Não sei para dizer e a preguiça de olhar no dicionário tá grande.
A música é...
Fui pegar a letra e vi esse vídeo com essa foto bonita, então deixa o vídeo, a letra escrita fica pra carta, adaptada.
Deu vontade de escrever como eu falo com todo mundo, todo dia. Acho engraçado esse termo de dizer "todo mundo", porque eu não teria paciência pra falar com todo mundo, porque nem todo mundo é interessante, apesar das pessoas serem interessantes nas suas desinteressantises. Existe isso, de-sin-te-res-san-ti-ses? Talvez não, mas inventei porque achei propício.
Sabe, tava relendo hoje a carta daquele cara, que não sou eu, mas é você. Não do Roberto Carlos, claro, que por um acaso está namorando com uma conterrânea minha, Alagoana, que mora aqui perto, eu acho. Quem sabe um dia terei minha chance com ele. Ou não, porque se parece muito com meu pai e seria um tanto quanto estranho chegar muito perto do Rei de modo sinuoso. Mas então, o cara é aquele que eu me apaixonei e que não sai da minha cabeça. Aquele cara que quando você beija, você sabe que esse tal beijo não vai te sair da cabeça por muito, mas muito tempo. De tal forma que o tempo passa e parece que cada detalhe se torna mais nítido. Deve ser porque eu fico revivendo as coisas tantas vezes que fica marcado demais. Talvez até o fato de as coisas terem ficado mais legais e mais bonitas naquele dia tenham sido apenas ilusão da minha cabeça. Mas é que a gente enfeita os momentos quando eles de alguma forma já são enfeitados por si só, dentro do nosso coração. Melodrama, melodoamor.
Já chorei hoje, nem sorri com essa história e eu achando que não ia mais chorar, mas será possível? Fico me perguntando até quando, até quando meu Deus do céu? Mas Deus nem sabe dessas coisas, ele tá bem mais ocupado com os problemas mundiais do que com minha cabecinha desorientada. Pelo menos descobri que um homem bonito se interessou por mim e ele tem barba, de verdade.
Eu ia começar outro parágrafo com "já alguma coisa", na verdade ia dizer que já havia passado das três da madrugada, mas então, esqueci o que ia dizer na enrolação de mudar o início do parágrafo. Ah, lembrei! Eu ia dizer que assim como com as comidas que como, que assim, não gosto de ficar repetindo as comidas senão eu fico enjoada delas, prefiro diferenciar na hora da escolha dos pratos, eu fico enjoada de iniciar parágrafos iguais. Imagino que isso seja TOC, até porque eu também tenho uma necessidade de acabar de comer as coisas em porções iguais. Vai saber, eu nunca neguei que sou meio doida da cabeça, mas na verdade ninguém é muito normalzinho não, a diferença é que gostam de agir como se fosse, etc, já dormi com esse assunto.
Então já que eu estou falando de comida, que aliás nesse momento nem estou com fome, porque comi coisas muito parecidas hoje: brigadeiro, leite com nescau e afins, ou seja, praticamente a mesma coisa só que um é leite condensado com nescau/chocolate em pó e outro é leite-leite e nescau/nescau, gostaria de ressaltar que apreciar as comidas é como apreciar um bom texto, ou até mesmo escrevê-lo. Só que a diferença é que quase nunca se fica saciado, de escrever ou de ler. No meu caso se eu pudesse escreveria muito, mas daí seria um problema, primeiro porque ninguém lê nada que eu escrevo, segundo porque ninguém lê nada que eu escrevo e terceiro porque ficaria (e fica) tudo amontoado por aí sem utilidade. Talvez na posteridade (tempos de outrora, adoro esse negócio), quem sabe, alguém leia alguma coisa que eu tenha dito e faça algum sentido pra alguém que eu não sei quem. Talvez algum futuro fã, porque pode ser que eu me torne alguém que sirva pra alguma coisa. No momento estou em busca disso, prometo. E caso você, meu fã, admirador ou amante futuro esteja lendo isso agora, guarde com carinho, pois saberei retribuir aqueles que me amaram quando eu não era ninguém.
É, acho que está bom por hoje. Ouvi uma música que queria enviar numa carta, mas deixa ela aqui de treinamento pra quem sabe depois eu crie coragem de colocá-la no papel. Foi por isso que falei de Roberto Carlos, mas acabei fugindo do assunto porque nem queria encará-lo, pois pensei na carta que deveria escrever mas que não tinha coragem o suficiente, vou fingir então que to escrevendo aqui, como se não existissem mais papeis, nem folhas, nem canetas, nem lápis. Sendo que papel e folha é a mesma coisa, ou será que não? Não sei para dizer e a preguiça de olhar no dicionário tá grande.
A música é...
Fui pegar a letra e vi esse vídeo com essa foto bonita, então deixa o vídeo, a letra escrita fica pra carta, adaptada.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
I wish
Eu queria poder ligar, queria poder mandar uma mensagem, uma carta, qualquer coisa. Queria poder tomar alguma atitude, queria que algo que eu fizesse surtisse algum efeito em você. Queria que você ainda pensasse em mim, que lembrasse do meu cheiro e do gosto do meu beijo. Que tivesse boas lembranças da gente juntos, que acordasse pensando em mim e em como eu fui feliz com você. Queria que você não quisesse outras, que eu fosse o suficiente pra você, que nada mais importasse e você me amasse de novo. Queria tanto ser sua, que você fosse meu, que fôssemos um só. Queria tanto que nós pudéssemos ser felizes, que a nossa história não tivesse um fim e que você não estivesse tão longe de mim agora. Sinto tanto sua falta, penso tanto em você, só queria que você pudesse me ouvir. Só queria que a razão pela qual eu penso em você fosse o suficiente pra nos manter juntos, pra nos aproximar. Queria tanto... Queria.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Pensando
Eu gosto da língua portuguesa, tenho descoberto nela várias coisas interessantes e sensuais. Não consegui pensar em outra palavra para descrever junto com interessante, sem que fosse sensual. Mas não é aquele tipo de coisa sensual que você automaticamente liga a sacanagem. Não, é aquela coisa envolvente, que te deixa de pernas bambas e apaixonado. Acredito que por isso tenho gostado tanto desta língua, tão cheia de entrelinhas e formas variadas.
Gosto de como as palavras, em português, se encorparam, levam rumos que antes não poderíamos prever. De como um modo de dizer uma coisa pode mudar todo o contexto de outra e de como uma simples palavrinha pode ter milhares de sentidos.
Mas a palavra que mais me atrai, que é única em sua denominação e em significado, também é a mais vazia, a mais incompleta, como o sentido dela própria. E essa palavra, que se chama "saudade", parece que carrega consigo o peso do sentimento daqueles que a utilizam. Palavra forte, inconfundível, avassaladora.
É só isso que sinto.
Gosto de como as palavras, em português, se encorparam, levam rumos que antes não poderíamos prever. De como um modo de dizer uma coisa pode mudar todo o contexto de outra e de como uma simples palavrinha pode ter milhares de sentidos.
Mas a palavra que mais me atrai, que é única em sua denominação e em significado, também é a mais vazia, a mais incompleta, como o sentido dela própria. E essa palavra, que se chama "saudade", parece que carrega consigo o peso do sentimento daqueles que a utilizam. Palavra forte, inconfundível, avassaladora.
É só isso que sinto.
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