Engraçado o modo como tanto quero
E tanto não consigo;
O modo como tanto desejo
E tanto não realizo;
Tanto querer
Tanto desejar
Tanto idealizar
Tanto ficar só por estar;
Como posso almejar
Quando nem ao menos me é concebido o direito de sonhar?!
Uma incrível falta de nexo
Coesão
Sensação;
Vazio exterior, interior, que seja...
Dor. Só dor.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
domingo, 26 de julho de 2009
Eu sou uma flor.
O principezinho estava agora pálido de cólera.
- Há milhões e milhões de anos que as flores fabricam espinhos. Há milhões e milhões de anos que os carneiros as comem, apesar de tudo. E não será sério procurar compreender por que perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e das flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avaliar o que faz, - isto não tem importância?!
Corou um pouco, e continuou em seguida:
- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importância!
Não pôde dizer mais nada. Pôs-se bruscamente a soluçar. A noite caíra. Larguei as ferramentas. Ria-me do martelo, do parafuso, da sede e da morte. Havia numa estrela, num planeta, o meu, a Terra, um principezinho a consolar! Tomei-o nos braços. Embalei-o. E lhe dizia: "A flor que tu amas não está em perigo... Vou desenhar uma pequena mordaça para o carneiro... Uma armadura para a flor... Eu...". Eu não sabia o que dizer. Sentia-me desajeitado. Não sabia como atingi-lo, onde encontrá-lo... É tão misterioso, o país das lágrimas!
Pude bem cedo conhecer melhor aquela flor. Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas, e que não ocupavam lugar nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e já à tarde se extinguiam. Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde, e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto, tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá. Mas o arbusto logo parou de crescer, e começou então a preparar uma flor. O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de preparar-se, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma sua pétalas. Não queria sair, como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor da sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias. E eis que uma bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal, mostrado.E ela, que se preparava com tanto esmero, disse, bocejando:
- Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa... Estou ainda toda despenteada...
O principezinho, então, não pôde conter o seu espanto:
- Como és bonita!
- Não é? Respondeu a flor docemente. Nasci ao mesmo tempo que o sol...
O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta. Mas era tão comovente!
- Creio que é hora do almoço, acrescentou ela. Tu poderias cuidar de mim...
E o principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca, e servira à flor.
Assim, ela o afligira logo com sua mórbida vaidade. Um dia por exemplo, falando dos seus quatro espinhos, dissera ao pequeno príncipe:
- É que eles podem vir, os tigres, com suas garras!
- Não há tigres no meu planeta, objetara o principezinho. E depois, os tigres não comem erva.
- Não sou uma erva, respondera a flor suavemente.
- Perdoa-me...
- Não tenho receio dos tigres, mas tenho horror das correntes de ar. Não terias acaso um pára-vento?
"Horror das correntes de ar... Não é muito bom para uma planta, notara o principezinho. É bem complicada essa flor..."
- À noite me colocarás sob a redoma. Faz muito frio no teu planeta. Está mal instalado. De onde eu venho...
Mas interrompeu-se de súbito. Viera em forma de semente. Não pudera conhecer nada dos outros mundos. Humilhada por se ter deixado apanhar numa mentira tão tola, tossiu duas ou três vezes, para pôr a culpa no príncipe:
- E o pára-vento?
- Ia buscá-lo. Mas tu me falavas...
Então ela redobrara a tosse para infligir-lhe remorso.
Assim o principezinho, apesar da boa vontade do seu amor, logo duvidara dela. Tomara a sério palavras sem importância, e se tornara infeliz.
"Não a devia ter escutado - confessou-me um dia - não se deve nunca escutar as flores. Basta olhá-las, aspirar o perfume. A minha embalsamava o planeta, mas eu não me contentava com isso. A tal história das garras, que tanto me agastara, me devia ter enternecido..."
Confessou-me ainda:
"Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar."
Creio que ele aproveitou, para evadir-se, pássaros selvagens que imigravam. Na manhã da partida, pôs o planeta em ordem. Revolveu cuidadosamente seus dois vulcões em atividade. Pois possuía dois vulcões. E era muito cômodo para esquentar o almoço. Possuía também um vulcão extinto. Mas, como ele dizia: "Quem é que pode garantir?", revolveu também o extinto. Se eles são bem revolvidos, os vulcões queimam lentamente, regularmente, sem erupções. As erupções vulcânicas são como fagulhas de lareira. Na terra, nós somos muito pequenos para revolver os vulcões. Por isso é que nos causam tanto dano.
O principezinho arrancou também, não sem um pouco de melancolia, os últimos rebentos de baobá. Ele julgava nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos familiares lhe pareceram, aquela manhã, extremamente doces. E, quando regou pela última vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma, percebeu que estava com vontade de chorar.
- Adeus, disse ele à flor.
Mas a flor não respondeu.
- Adeus, repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.
- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.
- Mas o vento...
- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.
- Mas os bichos...
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.
E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa...
- Há milhões e milhões de anos que as flores fabricam espinhos. Há milhões e milhões de anos que os carneiros as comem, apesar de tudo. E não será sério procurar compreender por que perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e das flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avaliar o que faz, - isto não tem importância?!
Corou um pouco, e continuou em seguida:
- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importância!
Não pôde dizer mais nada. Pôs-se bruscamente a soluçar. A noite caíra. Larguei as ferramentas. Ria-me do martelo, do parafuso, da sede e da morte. Havia numa estrela, num planeta, o meu, a Terra, um principezinho a consolar! Tomei-o nos braços. Embalei-o. E lhe dizia: "A flor que tu amas não está em perigo... Vou desenhar uma pequena mordaça para o carneiro... Uma armadura para a flor... Eu...". Eu não sabia o que dizer. Sentia-me desajeitado. Não sabia como atingi-lo, onde encontrá-lo... É tão misterioso, o país das lágrimas!
Pude bem cedo conhecer melhor aquela flor. Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas, e que não ocupavam lugar nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e já à tarde se extinguiam. Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde, e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto, tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá. Mas o arbusto logo parou de crescer, e começou então a preparar uma flor. O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de preparar-se, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma sua pétalas. Não queria sair, como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor da sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias. E eis que uma bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal, mostrado.E ela, que se preparava com tanto esmero, disse, bocejando:
- Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa... Estou ainda toda despenteada...
O principezinho, então, não pôde conter o seu espanto:
- Como és bonita!
- Não é? Respondeu a flor docemente. Nasci ao mesmo tempo que o sol...
O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta. Mas era tão comovente!
- Creio que é hora do almoço, acrescentou ela. Tu poderias cuidar de mim...
E o principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca, e servira à flor.
Assim, ela o afligira logo com sua mórbida vaidade. Um dia por exemplo, falando dos seus quatro espinhos, dissera ao pequeno príncipe:
- É que eles podem vir, os tigres, com suas garras!
- Não há tigres no meu planeta, objetara o principezinho. E depois, os tigres não comem erva.
- Não sou uma erva, respondera a flor suavemente.
- Perdoa-me...
- Não tenho receio dos tigres, mas tenho horror das correntes de ar. Não terias acaso um pára-vento?
"Horror das correntes de ar... Não é muito bom para uma planta, notara o principezinho. É bem complicada essa flor..."
- À noite me colocarás sob a redoma. Faz muito frio no teu planeta. Está mal instalado. De onde eu venho...
Mas interrompeu-se de súbito. Viera em forma de semente. Não pudera conhecer nada dos outros mundos. Humilhada por se ter deixado apanhar numa mentira tão tola, tossiu duas ou três vezes, para pôr a culpa no príncipe:
- E o pára-vento?
- Ia buscá-lo. Mas tu me falavas...
Então ela redobrara a tosse para infligir-lhe remorso.
Assim o principezinho, apesar da boa vontade do seu amor, logo duvidara dela. Tomara a sério palavras sem importância, e se tornara infeliz.
"Não a devia ter escutado - confessou-me um dia - não se deve nunca escutar as flores. Basta olhá-las, aspirar o perfume. A minha embalsamava o planeta, mas eu não me contentava com isso. A tal história das garras, que tanto me agastara, me devia ter enternecido..."
Confessou-me ainda:
"Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar."
Creio que ele aproveitou, para evadir-se, pássaros selvagens que imigravam. Na manhã da partida, pôs o planeta em ordem. Revolveu cuidadosamente seus dois vulcões em atividade. Pois possuía dois vulcões. E era muito cômodo para esquentar o almoço. Possuía também um vulcão extinto. Mas, como ele dizia: "Quem é que pode garantir?", revolveu também o extinto. Se eles são bem revolvidos, os vulcões queimam lentamente, regularmente, sem erupções. As erupções vulcânicas são como fagulhas de lareira. Na terra, nós somos muito pequenos para revolver os vulcões. Por isso é que nos causam tanto dano.
O principezinho arrancou também, não sem um pouco de melancolia, os últimos rebentos de baobá. Ele julgava nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos familiares lhe pareceram, aquela manhã, extremamente doces. E, quando regou pela última vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma, percebeu que estava com vontade de chorar.
- Adeus, disse ele à flor.
Mas a flor não respondeu.
- Adeus, repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.
- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.
- Mas o vento...
- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.
- Mas os bichos...
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.
E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa...
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Go on, say it.
I swear that I can go on forever, again. Please let me know that my one bad day will end. I will go down as your lover, your friend. Give me your lips and with one kiss we begin. Are you afraid of being alone? 'Cause I am, I'm lost without you. Are you afraid of leaving tonight? 'Cause I am, I'm lost without you. I'll leave my room open till sunrise, for you. I'll keep my eyes patiently focused on you. Where are you now? I can hear footsteps. I'm dreaming, and if you will, keep me from waking to believe this. I'm lost without you.
O problema é que eu não quero te esquecer, e não quero que você me esqueça. Não o fato de não se lembrar mais de mim, isso eu sei que você vai continuar fazendo, tipo, se lembrando de mim, mas não quero que se esqueça que gosta de mim, poderia fazer isso, poderia me amar pra sempre, exatamente como me ama agora? Poderia simplesmente esquecer qualquer coisa que tenha dito e voltar pra mim? Me sinto idiota por implorar, por estar me lamuriando tanto, mas eu me sinto assim, como uma coisa triste, poxa, dá um desconto.
Oviedo.
The thrill here is quicker than you'd think. The way some jet-lagged bar kept pouring the wine. From over their heads, then sit back down, again. Four times is once too much for love. That's how many times the clock struck. I wandered home, saying your name.
Ignore II
Não gosto de falar de dor de cotovelo, mas meu corpo está praticamente todo transformado num cotovelo super machucado, e acho que é por isso que eu venho aqui escrever sobre isso, por mais pedante que seja, urgh, eu mesma não leio quando falam dessas coisas do coração. Mentira, eu sempre leio, é incrível como eu sou um tanto sado.
(...) Vou dormir pensando no quanto tudo é bom quando eu estou com você, no quanto era gostoso saber que eu compartilhava um amor com alguém que me amava de volta, ai, isso é realmente uma dádiva dos céus! Daí eu durmo - ultimamente eu venho sonhando com você - e acordo pensando em ti de novo, só que nesses tempos, quando eu penso em você, me sinto tão pra baixo, tão triste... Chateada, inútil. Me sinto totalmente desarmada, sem forças, e incapaz de mudar as coisas ao meu redor. Porque está fora do meu alcance, então, o que eu posso fazer com isso? Absolutamente... Nada. O que é uma pena, eu estou completamente disposta a fazer de tudo pra te ter comigo, estou disposta mesmo, que droga, me deixa fazer parta da sua vida do jeito certo, hein? Era só o que eu queria, é só o que eu quero... É o que eu preciso, entende? De você. Preciso de você como eu preciso da vida pra mim, todos os dias. Ah, é tão difícil de entender que as coisas não precisam ser assim? Você sabe que me ama tanto quanto eu sei que te amo, tudo se encaixa, qual o problema afinal? Não entra na minha cabeça tudo isso, muito menos no meu coração.
(...) Vou dormir pensando no quanto tudo é bom quando eu estou com você, no quanto era gostoso saber que eu compartilhava um amor com alguém que me amava de volta, ai, isso é realmente uma dádiva dos céus! Daí eu durmo - ultimamente eu venho sonhando com você - e acordo pensando em ti de novo, só que nesses tempos, quando eu penso em você, me sinto tão pra baixo, tão triste... Chateada, inútil. Me sinto totalmente desarmada, sem forças, e incapaz de mudar as coisas ao meu redor. Porque está fora do meu alcance, então, o que eu posso fazer com isso? Absolutamente... Nada. O que é uma pena, eu estou completamente disposta a fazer de tudo pra te ter comigo, estou disposta mesmo, que droga, me deixa fazer parta da sua vida do jeito certo, hein? Era só o que eu queria, é só o que eu quero... É o que eu preciso, entende? De você. Preciso de você como eu preciso da vida pra mim, todos os dias. Ah, é tão difícil de entender que as coisas não precisam ser assim? Você sabe que me ama tanto quanto eu sei que te amo, tudo se encaixa, qual o problema afinal? Não entra na minha cabeça tudo isso, muito menos no meu coração.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Ignore.
Fazem três dias que eu não sei ao certo o que está acontecendo comigo, e com as coisas ao meu redor. É tão fácil pra algumas pessoas mudar de opnião... Mas pra mim não é assim, eu não sei mudar com facilidade, isso não acontece comigo do dia pra noite, e eu não me acho tão forte assim pra simplesmente "esquecer o que passou" e "seguir em frente". Existem umas coisas que a gente acaba sentindo por outras pessoas, que a gente realmente não esperava, simplesmente acontece. É triste que tenhamos de desistir de quem gostamos, de quem realmente acreditamos amar. Triste sentir que aquilo está sendo arrancado do meio das tuas mãos, totalmente contra sua vontade. Gostaria de não ser tão ingênua o quanto eu venho sendo, sempre acreditando que as coisas são como são, nunca são, não adianta nem forçar. É tão estúpido ter acreditado que eu e você daríamos certo, que só de pensar desse jeito, em mim contigo pra sempre, me dá vontade de chorar. Porque agora, sabe... Não vai ser mais assim, vai ser totalmente o contrário, ambos com suas vidas, com seus caminhos contrários, tudo diferente, nada se cruzando. E eu achando que Deus tinha te colocado na minha vida pra me dar algum rumo, pra me fazer feliz de um jeito que jamais tinha conseguido ser, mas não... Ele deve ter te colocado na minha vida simplesmente pra me ensinar, de forma dolorosa, que não se deve mesmo acreditar que sonhos se tornam realidade. Porque são apenas isso, sonhos, e esse que eu tinha de te ter comigo é o mais impossível de todos. Tantas lágrimas que eu derramei esses dias, tanta dor que eu senti dentro do meu peito, um vazio, uma falta... E você parece imune à tudo isso, mas por quê? Por quê eu não posso me sentir assim também? Queria simplesmente te apagar da minha mente, esquecer qualquer detalhe que eu tenha sobre você dentro de mim, e nunca mais pensar em ti. Mas isso eu sei que é completamente impossível. Essa ferida que você fez vai ficar aberta por muito tempo ainda... E vai doer, muito, enquanto eu ainda te ver do jeito lindo que eu te vejo, da forma maravilhosa que eu enchergo você. Queria poder dizer que te odeio, dizer que tenho repulsa, mas infelizmente eu não consigo, não consigo porque o meu amor é muito grande, e ah... Droga, sou tão assim. Sempre me envolvendo com as pessoas erradas. Pensei que você era a certa.
sábado, 18 de julho de 2009
Desculpe a demora.
Sei que andei sumida. Sei que você não me vê mais por aí, não me encontra pelas ruas, não me encontra nos corredores, nem de baixo do tapete, nem por entre as mechas do meu cabelo. É, tudo bem... Eu entendo que você ande um pouco acanhada, entendo também que esteja com raiva, um tanto aflita e mal-acostumada com toda essa bagunça. Te peço desculpas, sei que demorei pra vir até aqui te falar tudo isso que era necessário ser dito, mas você não entende? Não entende que eu não sabia qual era o melhor momento, e muito menos se ele exisita. O momento, no caso. Não, não fale assim comigo, nesse tom petulante como se eu não fosse uma humana. Você sabe o que eu quero dizer, sim, sabe, é claro, eu posso errar, sou humana, é disto que estou falando. Não me venha com essas acusações, estou aqui para pedir desculpas, e para ser perdoada. Você vai me conceder isto, vai? Diga que sim, eu estou farta de estar ausente, eu quero ser o corrimão da escada em que você vai se apoiar, eu quero ser aquele pedaço de chocolate em que você vai se afogar quando estiver muito só, mesmo com todos ao seu redor. Eu só quero isso, ser o que sempre fui. Ah, você não quer mais isto? E por quê? Não sabe? Eu sei, acho que isso é apenas bobagem sua, você entende perfeitamente bem, dentro de ti, que necessita de mim, contigo, em todo o tempo que pudermos passar juntas. Por favor, eu te imploro, eu preciso de você comigo aonde quer que eu vá, sem você... Porcaria! Pare de ficar se atormentando desta maneira, isso não é certo! Ou, ao menos... Não parece ser. Consegue enxergar? Está vendo agora? Não sei discernir nada sem você. Por favor, volte pra casa, estou te implorando, consciência, volte a me apaziguar, por favor... Dentro de mim é seu lar.
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