sábado, 18 de julho de 2009

Desculpe a demora.

Sei que andei sumida. Sei que você não me vê mais por aí, não me encontra pelas ruas, não me encontra nos corredores, nem de baixo do tapete, nem por entre as mechas do meu cabelo. É, tudo bem... Eu entendo que você ande um pouco acanhada, entendo também que esteja com raiva, um tanto aflita e mal-acostumada com toda essa bagunça. Te peço desculpas, sei que demorei pra vir até aqui te falar tudo isso que era necessário ser dito, mas você não entende? Não entende que eu não sabia qual era o melhor momento, e muito menos se ele exisita. O momento, no caso. Não, não fale assim comigo, nesse tom petulante como se eu não fosse uma humana. Você sabe o que eu quero dizer, sim, sabe, é claro, eu posso errar, sou humana, é disto que estou falando. Não me venha com essas acusações, estou aqui para pedir desculpas, e para ser perdoada. Você vai me conceder isto, vai? Diga que sim, eu estou farta de estar ausente, eu quero ser o corrimão da escada em que você vai se apoiar, eu quero ser aquele pedaço de chocolate em que você vai se afogar quando estiver muito só, mesmo com todos ao seu redor. Eu só quero isso, ser o que sempre fui. Ah, você não quer mais isto? E por quê? Não sabe? Eu sei, acho que isso é apenas bobagem sua, você entende perfeitamente bem, dentro de ti, que necessita de mim, contigo, em todo o tempo que pudermos passar juntas. Por favor, eu te imploro, eu preciso de você comigo aonde quer que eu vá, sem você... Porcaria! Pare de ficar se atormentando desta maneira, isso não é certo! Ou, ao menos... Não parece ser. Consegue enxergar? Está vendo agora? Não sei discernir nada sem você. Por favor, volte pra casa, estou te implorando, consciência, volte a me apaziguar, por favor... Dentro de mim é seu lar.

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