Tudo com ele era diferente. Nunca fora, disso ela sabia. Mas de semanas para cá vinha sendo, e isso que importava.
Tudo é uma questão de tato. E se a este tato cabia o fato de se aperceber, e ver, bem, isto agora ela fazia muito bem. Enxergava nele todas as imperfeições possíveis, apaixonava-se por suas fraquezas, por sua falta de beleza. Não que não fosse belo, pois sim, era mais belo que todos os belos. Sua beleza ofuscava a dela própria. Quando se via parada frente à frente com ele, notava que todas as coisas se comprimiam de tal forma que parecia que o universo havia de estar menor, só para que o espaço entre eles diminuísse. Ansiosamente ansiava pelo dia que estariam tão próximos ao ponto de tocarem-se, mais do que com as palavras que ele proferia, do que com o calor que emitia, mais do que isso. Esperava comprimir tudo no breve espaço de um beijo...
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