Preciso sim, preciso tanto de alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Machado de Assis quanto meu ciclo etílico Dostoievskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra, tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como "eu sou o outro ser ao conjunto teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida". Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor.
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