quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ímpar

Gosto muito de Caio F., muito, muito mesmo. Desde que bati os olhos nos primeiros textos dele, me encantei. Me encantei perdidamente. Como tal ser, possui tal dom, e ainda assim é um humano? Pois que não seja como eu, nem como você. Caio F. é um humano especial, claro que cheio de vícios e virtudes, mas que para mim, e os demais admiradores, não passam de qualidades. Não é heterossexual, não é fumante passivo, não resiste a uma bebida, não é quieto, não é racionalista, não se faz de moralista, e é um homem magnífico. Eu o admiro, muito mais do que a muitos outros. Admiro porque, Caio - que assim sempre o chamo, e faço questão, mesmo que não o conheça e por ventura não o vá conhecer - escreve como quem sussurra ao pé do ouvido, e enche o coração de ternura de uma maneira que nenhum outro sabe fazer, pois seu jeito de nos atingir não é meigo, não é gentil, não é educado. Ele chega com força, invade qualquer espaço vazio, e vazio este porque sempre todos tem vergonha de ocupar estes lugares. Fala de amor como quem fala de sexo, e fala de sexo como quem fala de amor. Caio é sensacional. Eu poderia dizer que o amo, se não o odiasse por sempre conseguir me fazer ver, o que talvez não quero saber.  

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