quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mind.

"Constantly talking isn't necessarily communicating."

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Cool.

Sabe, eu nunca fui fã de sair comprando presente de Natal. Na realidade, eu sempre esperei que me dessem presentes, e tudo isso. Agora, o legal desse ano de 2009 é que eu saí em busca de vários presentes. Na realidade não comprei muitos não, até porque eu não sou o Noel e não estou nadando em dinheiro. Mas, tirando a parte chata de não ter muito dinheiro (e de não ser o Noel), me diverti procurando as coisas que eu acharia que mais combinasse com as pessoas que eu vou presentear. Bom, pra ser sincera eu acho que acertei em cheio, haha. Por enquanto só comprei dois presentes, hm. Não sei se vou comprar mais... Acho que sim, se o cartão da minha mãe desbloquear, para que ela possa me dar presentes!Rs. Senão, infelizmente, só vou poder ser o Papai Noel pra duas pessoas :( Mas bem que eu gostaria de dar um presentinho pra todo mundo que eu gosto, né. Só que acho que com o dinheiro que sobrou, eu mesma terei que ser o meu próprio Papai Noel (caso o cartão da minha mãe não desbloqueie, e tal... aliás, banco é algo realmente fdp, né? sabe que tá na época de festas de fim de ano, e ai mandam um cartão novo pra mamãe, e quando ela vai desbloquear, dá um problema lá no sistema, e bum!... lá se foi o sonho de fazer compras em véspera de Natal e Ano Novo). 
Em todo caso, acho que esse ano vou terminar bem! Tenho amigos, tenho um namorado, tenho familia... Sei lá, sentimentalmente eu acho que eu tô de boa, até demais, haha. E não sei... É isso mesmo que importa. Claro que como eu já escrevi aqui, ene vezes, eu perdi muitas pessoas no decorrer do ano de 2009... E essas perdas só se consumaram agora, mas que elas já estavam para acontecer, ah, isso estavam sim, e eu não sei ao certo... Mas me parece que estou melhor agora. Quantidade não é qualidade, essa é minha frase do ano, haha.
Bom... Apesar de tudo que me aconteceu de ruim, 2009 foi um ano e tanto! Ainda está sendo! E eu vou sentir falta disso tudo... Foi tão bom. Depois de uma sucessão de anos de bosta, esse ano foi tão consagrador, mesmo. Acho que tudo que eu sempre pedi se realizou no decorrer do ano... E sabe, eu não poderia ter um presente melhor do que esse. Tudo no seu devido lugar... Pessoas certas, no momento certo. E momentos certos, na hora certa. 
Acho que é porque 2009 é ímpar. Adoro anos ímpares. Well... Como será 2010? Não faço idéia, espero que melhor do que 2009, se puder... Enfim, já deu de nostalgia por hoje.
HAHA :)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Steal my heart and take my breathless.



Já não consigo mais me ver sem você...








... nem eu.

domingo, 13 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

In my heart you'll grow and that's where you belong.

Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia - eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas. Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto - preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor. O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios - que importa? (Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio - viria? virá? - e minto não, já não preciso.) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço. Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.


Caio -para meu- F.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Across the universe

If I fell in love with you, would you promise to be true and help me understand? 'Cause I've been in love before and I found that love was more than just holdin' hands. If I give my heart to you, I must be sure, from the very start, that you would love me more than her. If I trust in you, oh, please, don't run and hide. If I love you too, oh, please, don't hurt my pride like her, 'cause I couldn't stand the pain and I would be sad if our new love was in vain. So, I hope you see that I would love to love you and that she will cry when she learns we are two...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Passou, tá passado...

Dias bons, dias ruins, eu tive um pouco de cada um deles. Pessoas boas, pessoas ruins, eu conheci cada uma delas. Acho que no fim das contas tudo se junta e consegue nos mudar de alguma forma. Tanta coisa vem e vai na nossa vida, poucas coisas ficam. Já parei pra me perguntar diversas vezes o que eu ainda faço aqui, e quais pessoas realmente me importam. Descobri que mesmo com o tempo, mesmo com a distância, quem é especial, jamais deixa de ser especial, e descobri que até mesmo aquelas que estão aqui todos os dias, podem ser as mais distantes, e as menos especiais. A presença de uma pessoa pode ter vários significados, e hoje em dia a maioria não é presente, até eu mesma posso não ser presente. Tanta coisa mudou, tanta gente se modificou, e quem realmente ainda é sincero? Você acredita em mim? Quem realmente está falando a verdade? Um zunzunzun de vozes e nada condiz com nada, apenas barulhos dentro da minha cabeça.


Achei isso aqui no meio dos entulhos de arquivos word.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

New perspective

Stop there and let me correct it... ♪

Notei que as coisas mudaram muito para mim. Essas mudanças andam ocorrendo há muito, muito tempo. Mas só agora que eu consigo notá-las perfeitamente, detalhá-las, e posso finalmente me julgar de maneira linear. Consigo me ver como era antes, e perceber o que se transformou aqui. O melhor de tudo é a vontade constante de maiores mudanças, tudo isso porque as transformações não me fizeram mal, só me fizeram crescer, literalmente, me tornar um alguém que eu procurava ser, mas que nem conseguia almejá-lo direito por conta da visão distorcida que tinha de mim mesma. Além do quê, tudo isso me faz mais feliz do que antes, e eu me sinto realizada, de verdade. Isso é legal, legal mesmo.
Às vezes nossas partes ruins e boas são como duas árvores, lado a lado. Uma delas vai crescendo, crescendo, e não deixa que a outra árvore cresça também, fazendo com que esta fique sempre a sua sombra, e ao mesmo tempo, sem poder sentir a luz e o calor do sol, sempre a espreita. A árvore menor e menos favorecida tenta ao máximo crescer, se mostrar, e sem sucesso fracassa em quase todas as suas tentativas pelo poder que a outra árvore vai adquirindo com o tempo. Por ventura ela acaba pensando que é um caminho sem volta, mas então, de repente, alguém chega para podar a árvore espaçosa, deixando que a menor cresça com mais facilidade, e que se torne algo independente, grandioso, e lindo, muito mais lindo que a árvore egoísta, que queria tomar conta de todo o espaço e só chamar atenção para ela própria. Então em algum momento de nossas vidas é isso que acontece... Aparece um alguém, ou quem sabe mais de um alguém, que é aquele que vai podar as coisas ruins, e fazer com que as nossas melhores partes se sobressaiam. Nem sempre a gente consegue notar claramente como agimos, ou o que fazemos, tanto para o lado bom, quanto para o lado ruim ruim, e precisamos apenas disso, de alguém...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cruel intentions

Ela sentia o toque das palavras ardendo em sua pele sempre que conversavam. O cheiro de seu amante parecia atravessar todas as fronteiras possíveis - de espaço e de tempo, então, nem se fala-. Era como se só com o falar, só com o olhar, só com o monólogo que ele não se importava em proferir, ele conseguisse penetrá-la mais fundo do que qualquer outro jamais conseguira através das relações carnais comumente vivenciadas por ela.
Tudo com ele era diferente. Nunca fora, disso ela sabia. Mas de semanas para cá vinha sendo, e isso que importava.
Tudo é uma questão de tato. E se a este tato cabia o fato de se aperceber, e ver, bem, isto agora ela fazia muito bem. Enxergava nele todas as imperfeições possíveis, apaixonava-se por suas fraquezas, por sua falta de beleza. Não que não fosse belo, pois sim, era mais belo que todos os belos. Sua beleza ofuscava a dela própria. Quando se via parada frente à frente com ele, notava que todas as coisas se comprimiam de tal forma que parecia que o universo havia de estar menor, só para que o espaço entre eles diminuísse. Ansiosamente ansiava pelo dia que estariam tão próximos ao ponto de tocarem-se, mais do que com as palavras que ele proferia, do que com o calor que emitia, mais do que isso. Esperava comprimir tudo no breve espaço de um beijo...

Máquinas do tempo já não são mais necessárias...

Pensamentos são coisas tão onipotentes... Penso eu que quando se tem muito tempo para pensar, ou ficarás louco, ou cego. Cego de paixão. Poderá observar os detalhes mais sórdidos e sólidos como jamais notou. Vivemos em piloto automático, sem prestar muita atenção na sucessão de acontecimentos que nos ocorrem. Depois, se paramos para observar os fatos isoladamente, notamos tantas nuances que não havíamos tido chance de reparar antes, que cada momento passa a ser único. Não por ter sido vivido, mas sim por estar vivo dentro de nossas mentes.

sábado, 7 de novembro de 2009

You only live once...

Conviver na instituição intitulada de Familia é algo mais complicado do que eu imaginei um dia, se quer, que fosse ser. Tanto na sua Familia de sangue, aquela que é porque é, tanto naquela Familia que você mesmo escolhe, que são os seus amigos.
É tão complicado distinguir quem realmente está do seu lado, que QUER estar ao seu lado, e aqueles que estão apenas por estar. Acho que esse é um dos maiores problemas que eu estou passando. Nada novo, óbvio, eu sei que muita gente vive na mesma contradição. Mas não é algo que eu ache bom passar, porque causa aquela maldita insegurança, e se tem algo que eu desprezo muito é me sentir insegura, porque dai surgem tantos outros sentimentos maléficos... Como o medo, angústia, sensação de vazio, solidão. E tudo isso junto não dá certo, certo? Haha, é.
Às vezes eu acho que quando me dizem que tudo poderia ser mais fácil, só bastava eu querer, é uma grande bobagem, porque eu queria, eu quero, muito, que as coisas melhorem pra mim de um modo geral, mas nem querendo, e nem tentando fazer por onde, parece que as coisas mudam um tiquinho. Ou se mudam... É por um dia, uma semana, um mês, pequenos períodos, e logo depois... Pff, tudo de volta ao normal-anormal de sempre.
Além de tudo isso, eu me vejo agora chorando loucamente durante a noite como acontecia há mais de um ano atrás. E cara, é a pior sensação do mundo, porque eu me sinto exatamente igual ao jeito que eu estive ano passado. A cada gotinha de lágrima que rola pelo meu rosto, eu paro e penso: "Meu Deus, não acredito que eu choro pensando nas mesmas coisas... Ainda?!". Mas quando eu digo mesmas coisas, não são exatamente as mesmas coisas... São só momentos que estão se repetindo, de outras maneiras, e isso me deixa tão triste.
Perda. É isso, só isso. Eu não sei conviver com nenhum tipo de perda. Principalmente perda de pessoas ou objetos pessoais que são imprescindíveis para minha felicidade. Como por exemplo elásticos de cabelo, que eu fico atacada se eu perco - e eu sempre os perco, novidade - mas isso foi um exemplo bobo - ou então quando eu perco alguém antes mesmo de tê-la conquistado do jeito que queria, OU AINDA se eu perco pessoas que eu poderia jurar que mesmo depois da minha morte ainda estaria ligada com elas de alguma forma.
Mas não tem nada não... Deus existindo, ou não, o que quer que seja, a vida, eu acho, sempre tira uma coisa de você, e depois te dá em dobro. Pena que depois ela te tira mais uma vez, e com certeza o que é retirado de ti é muito maior e muito mais importante do que as duas coisas que lhe são concedidas. A rapadura é doce mas não é mole não HAHAHAHA.
Mas pensando bem talvez eu nunca tenha merecido ganhar duas coisas de uma vez... É sempre alguma coisa, pequena, e grande ao mesmo tempo, que sempre consegue me deixar feliz por um pequeno período de tempo. E mesmo me negando a ficar satisfeita com a vida que eu levo, com as pessoas que eu tenho, com o modo como elas me tratam, com o jeito que convivemos, sempre querendo mais, e melhor, no fim tá tudo certo... Como dois e dois são cinco.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Colo

Um Deja-Vù é todo aquele momento em que você sente como se a situação em que vive já tivesse ocorrido anteriormente. Mas o que andei vivenciando foi algo muito além de um simples Deja-Vù, sim, claro, pois as situações, os momentos, exceto as pessoas, estavam se repetindo de algum modo. Não por completo, pois muitas coisas mudaram - eu mudei - mas de qualquer maneira eu me vi diante do que pareciam serem os mesmos momentos, e não é que eu só arranjei saídas quando eu me coloquei a pensar do mesmo jeito de antes? E isso me surpreende, e por que? Porque eu pensei que tudo estava transformado, de um jeito ou de outro, como disse... Mas então notei que certas coisas nunca mudam... E o quê? Amor não deixa de ser amor, mesmo que o outro esqueça o que passou.
Sabe quando você começa a se perguntar o que fará consigo? Com relação a sua vida, as suas aspirações, seus desejos e vontades? Sabe quando você quer tudo?

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Swim in silence

Bem, o mês está praticamente no fim e muitas coisas mudaram de Setembro para cá. Muitas, muitas mesmo. Mas isso não significa que eu não soubesse que pudessem ficar do jeito que estão hoje. Posso até dizer que eu tinha bastante noção de que uma hora ou outra tudo ia acabar desse jeito ridículo, assim, sem mais nem menos. Engraçado que eu não me pego pensando que gostaria de voltar no passado para mudar todos os fatos que se seguiram. Mudaria sim, o meu jeito em determinadas situações, a minha forma de agir com relação a algumas pessoas, mas isso com toda a certeza ainda está em tempo, até porque nós podemos mudar sempre... Só não mudamos quando morremos, porque daí já foi-se o que era doce.
Então o mês de Outubro chegou e chegou com força! Já chegou com coisas e pessoas faltando, mas com grandes vontades de mudança. Vontades que eu estou tentando com muito desejo transformar em realidade. Vontades antigas vieram a tona também, e essa é uma das coisas mais legais, porque assim, eu nunca acreditei muito naquela história de que Deus quando tira com uma mão dá com a outra, mas veja bem... Perdi, e fui recompensada por outro lado. Isso é importante. É isso que realmente importa. Além do quê uma nova garra surgiu, uma nova aspiração de fazer mais por mim e menos pelos outros. Um desejo de me resguardar um pouco mais, de ser um pouco menos, mas ao mesmo tempo ser um pouco mais.
Algumas das coisas - e pessoas - que perdi eu sei que jamais vou reconquistar, ou se quer ter de volta de bom grado. Sei disso, e realmente eu sinto uma lástima terrível em dizer que eu não sinto um pingo de dó mediante este fato. Notei que "melhor sem ele", do que "com ele".


Parei por aqui, distrações.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

The tide is high but i'm holding on

Lembre-se que após o caminho traçado, deve-se segui-lo até o fim. Haverão momentos difíceis, tropeços e eventualidades pelo percurso. Mas a palavra de ordem é persistência. Prossiga sem olhar para trás, a sua glória está à frente. Ao fim será recompensado, e o melhor de tudo... Você quem se dará o melhor presente de todos: o orgulho de si mesmo.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Stop this moment

Por vezes um amigo nos confunde com aquele que poderia desejar-lhe o mal, não que este necessariamente seja seu inimigo, ou talvez até seja, mas pode ser apenas alguém que deseje seu mal e ponto final, afinal de contas existem pessoas e pessoas, e existem aquelas invejosas. É triste quando essas situações inusitadas - porém um tanto comuns, pois em inúmeros casos nós somos amigos, mas o outro não é nosso amigo de volta - ocorrem em nossas vidas, além de triste é realmente deprimente e fatigante. Nos dá a sensação de que corremos em vão, em troca de nada.
Penso que desses acontecimentos não levamos nenhum tipo de lição construtiva, afinal, o que se pode fazer quando as mentes são diferentes das nossas... Quando não podemos chacoalhar as pessoas e fazê-las caírem em si? O que se pode fazer quando seu amigo, querido, amado, prefere se fechar dentro do vácuo, ignorar qualquer ruído, desprezar as coisas ao seu redor? Não se pode fazer nada, qualquer um tem seus direitos, e cabe à nós, os amigos, respeitar o espaço que lhes foi concedido desde sempre.
Só resta a mágoa, que sempre fica, quando notamos que não podemos mudar algo que aspiramos por demais modificar. Só resta o desapego, que é sempre necessário, quando precisamos lembrar apenas de coisas que nos serão úteis num futuro próximo, quando precisamos criar uma memória seletiva, e apagar o que nos foi um malefício. Só resta uma última canção, um último momento, uma última fotografia, um último sorriso, um último momento de amor, que sempre fica, pois sempre se é necessário lembrar do quanto ainda existe, e sempre existirá, algo de bom que restou.

sábado, 26 de setembro de 2009

Amo muito tudo isso

Mais uma vez eu não vou postar aqui sobre uns assuntos que eu realmente ando na secura de postar. Daí pode vir a pergunta: "Se você tá com tanta vontade assim de falar sobre algo, por que não fala logo?", eu digo que é porque existe um momento, e o momento não é esse.
Em todo o caso, eu terminei de ver o último episódio de True Blood por esses dias, e saiu há pouco no site da HBO uns... Uns trequinhos que eu achei bem legal! Coloquei todos juntos, e olha só que lindos...

Realmente essa segunda temporada não deixou nenhum pouquinho a desejar. Eu estou bem ansiosinha para a terceira temporada, mas eu sei, eu seeeeeeeei... Que só ano que vem, e lá pra junho/julho, o que é uma pena, porque uma série tão boa assim não deveria demorar tanto para estrear novas temporadas. Acho que isso acaba deixando os fãns ansiosos mas ao mesmo tempo meio cansados de esperar. Porque sinceramente... É MUITO TEMPO de espera, sério mesmo. Ano passado que comecei a ver True Blood com alguns meses após o término da primeira temporada! Aí esse ano eu acompanhei tudo certinho com as datas de estréia de episódio com a HBO americana, e valeu bem a pena, prestei mais atenção em muitos detalhes e a cada dia acho que a história está sendo bem contada. O diretor de TB é maravilhoso, e eu acho ótimo que ele não seja fiél aos livros, sinceramente, senão só ia ser Sookie, Sookie, Sookie, Sookie, Sookie e mais Sookie. Ainda bem que os outros personagens têm espaço!

Agora, Shel e sua soulmate...


Mas e The Big Bang Theory, cadê? Não vejo nem sinal de que a próxima temporada já está no forno, ou coisas assim. Aliás, nunca mais ouvi falarem nada sobre TBBT. Que lástima, é realmente uma série que me faz rir, e ao mesmo tempo cair de amores. Primeiro porque o Shel(don) É LINDO. Lindíssimo. Fofo. Uma proeza. Um neném. Behind blue eyes. Segundo que o Leo(nard) é uma "graxinha" com a Penny(lane), de verdade, rola uma química muito boa entre os dois. No último episódio da segunda temporada isso ficou bem marcado e tal, principalmente na hora do cobertor elétrico, e do abraço mais eletrizante ainda, e da querida Penny(lane) escorando-se na porta - uma belezura essa cena, pois não é qualquer um que sabe se escorar com aquela cara de sofrimento toda que ela fez, e ainda fez bem feito - e dizendo... Ah, eu esqueci o que ela disse, mas foi muito lindo mesmo.
Mais uma junçãozinha de fotos, dessa vez de prints meus, que "graxinha", neck-shot-limon pra vocês...
That's all.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Raízes

Ao som de Paramore - Brick by boring brick (new sound)... Hoje eu resolvi postar como postava antes no meu outro blog. Inclusive sinto falta dele, e não é do que eu usava no wordpress antes desse aqui não, eu estou falando daquele bem old mesmo, do livejournal. Ali sim eu era bem assídua com as postagens, o que não era muito legal, porque geralmente postava mais como um dever, uma obrigação ou sei lá o que, e hoje em dia eu posto mais quando eu estou afim mesmo, e não sei... Me faz muito mais bem assim. Mas outras coisas mudaram - além da minha assiduidade para com o meu blog - como por exemplo os temas que escolho, ou meu modo mesmo de escrita. Geralmente venho escrevendo coisas muito downs, não que os temas sejam downs, mas eu aparento estar down mesmo quando eu não estou deste jeito, o que é um tanto estranho, e bizarro. No meu outro blog eu geralmente estava mal, e muito bem ao mesmo tempo, por mais controverso que seja, e sempre saíam coisas muito legais. Muitas dessas coisas nunca cheguei a publicar em lugar algum, por vergonha, ou por achar que o que eu estava escrevendo era mero clichê. Sinceramente não é muito difícil fugir dessas regras, onde tudo que se é dito muitas vezes passa a ser um clichê. Se deste modo fosse, um "sim" e um "não" seriam as coisas mais clichês da vida, mas muito pelo contrário, ainda conseguem nos fazer piscar e dizer "como é que é?". Enfim, já ia mudando de assunto, como costumo dizer, para mim cada palavra é um galho, e cada assunto é uma árvore. Então dentro dos assuntos, ou fluindo dos assuntos, existem muitas palavras, e isto me faz tomar vários rumos diferentes, pois pode ser que um galho de uma árvore esteja entrelaçado com o galho de outra e então eu começo a falar de assuntos variados em poucos segundos, mas... Voltando ao ponto central, eu não pretendo ficar postando todos os dias como obrigação, porque é isso que se torna, e eu também não pretendo mudar muito meu modo de escrita e/ou temas. Ah sim... Falando dos temas, eu não os escolho, simplesmente falo literalmente o que me vem à telha. E o modo de escrita também não é escolhido préviamente, mas acho que ando escrevendo com um tanto mais de seriedade, o que talvez aparente uma certa arrogância, mas esse não é o meu desejo, em todo caso. Na realidade, como eu estava conversando outro dia com um garoto que conheci no orkut, o Afonso, eu acho que meus textos são um tanto egoístas porque eu realmente não os escrevo pro público, porque como alguns sabem eu realmente nem tinha intenção de promover este blog como eu promovia o outro, então... As coisas ficam mais para mim mesmo. Só que quando qualquer um me fala de blog, ou pergunta se eu tenho um, eu meramente respondo que sim e apresento o meu cantinho-que-já-não-é-mais-tão-secreto. Embora que meus pensamentos não precisem ser guardados a sete chaves para mim mesma, eu não gosto muito dessa idéia de não dividir o que eu penso com os outros, muito pelo inverso, eu gosto de poder falar o que eu estou sentindo e/ou pensando, e na real mesmo eu não vejo nenhum problema nisso. Assim que me sinto legalizada, em harmonia com as pessoas, quando podem saber - em tese - muitas das coisas que penso e/ou sinto. Isso me fez pensar naquela frase de uma música dos meus amados Los Hermanos: "(...) Não te dizer o que penso já é pensar em dizer." Se você tem a oportunidade de dizer e/ou fazer as coisas, por que não, por que não fazê-las, dizê-las? Eu opto pelo sim, com certeza, diga, faça, sinta, e etc e tal. Muito mais útil e prático, e com toda a certeza extravazar assim deve fazer muito bem à saúde, pelo menos a little bit. Não acontece o que sempre se é esperado... Que someone diga o que pensa/sinta e que isso gere um resultado positivo. Muitas das vezes isso gera resultados muito pouco gratificantes, mas calma companheiro, não desanime, aponte pra fé e reme, digo logo. Será que eu já fugi do assunto para o qual achei que viria postar aqui? Maybe yes, maybe not.
Enfim, estou aqui desde mais cedo ouvindo o novo CD do Paramore e confesso REALMENTE que não fiquei muito empolgada com ele. Não me agradou tanto quanto o Riot! nem tanto quanto o All Know Is Falling, mas tudo bem, eu espero que daqui uns dias mais músicas me conquistem além de Brick By Boring Brick e Ignorance. Aliás, tem outras que eu gostei, mas não gostei tanto assim, pois eu nem me lembro mais o nome das coitadas HAHAHA. Falando em CD's... Eu não sei mais o que eu estou esperando para ouvir o novo do Muse. Aldo vive me dizendo que está bom, Helen vive me dizendo que antes nem gostava tanto de Muse assim e que agora ela realmente gosta porque o CD está legal, então... Come on, preciso ouvi-lo, mas eu confesso que estou com uma pitadinha de dó, é realmente um fardo para mim ter que ouví-lo no computador. Ok, ok... Eu posso até já ter dito que venero computadores - não estava brincando, foi uma grande invenção revolucionária - e tudo o mais, que CD já ficou um tanto lá pro passado, depravado, é isso aí, mas ao mesmo tempo eu queria ter o gostinho de ouvir o material bruto, de verdade. Então como eu tenho quase certeza que o meu queridinho não está em nenhuma loja por aqui por perto, e que eu não ganhei a promoção no site oficial, provavelmente terei que ouvi-lo por aqui mesmo, o que causará um grande dano em minha mente, pois eu estava contando muito com o CD em minhas mãos, e agora ele se desfacelou, óh céus.
Mas mudando um pouco de assunto, coisas interessantes aconteceram por demais esses tempos, só que existem uns problemas imensos com relação a abordagem desses assuntos hoje. Primeiro que isso levaria outro post gigantesco, e segundo que já está ficando meio tarde e eu preciso terminar de fazer certas coisas que estava fazendo aqui antes de decidir escrever, e terceiro que são assuntos delicados e não tem absolutamente nada a ver com as baboseiras - bollshits! olha, até que isso dá um nome legal pra banda, haha - que eu falei hoje. Btw, acho que sexta-feira - caso ainda esteja no embalo - eu volto a postar aqui.

Buenas noches para mim.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Embaçado.

Às vezes eu mesma não consigo me reconhecer na frente do espelho. Me fito por horas a fio, e nem ao menos um traço me é familiar. Essa sensação não me agrada, de estar perdida dentro do meu próprio íntimo. Acho que se nós não nos conhecemos, nem um tiquinho se quer, quem há de nos conhecer?! De fato não é uma tarefa muito fácil dizer que conhecemos algo muito bem, a fundo. As pessoas, as coisas, a natureza, a vida, tudo... Tudo SEMPRE pode nos surpreender, incluindo nós, à nós mesmos. Por isso eu vivo a me surpreender comigo mesma, e acho isso ótimo. Sou uma caixinha de surpresas, pois tenho a cada dia novos pensamentos, e pensamentos estes que nunca nem passaram por aqui, se quer, nem para tomar um chá. Esse é o bom da vida, da existência, do ser. Poder estar sempre em eterna metamorfose, com já dizia Raul. Espero viver assim, nômade, por muitos e muitos tempos que estão por vir.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."


C.L

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Juliana.

Bem, eu creio muito que você não está nem contando que eu esteja lembrada do teu aniversário! Afinal de contas, poxa, eu nem te disse nada hoje. Mas essa era a inteção, parecer que eu tinha te esquecido mesmo, HAHA. Bom, coisa que eu nunca faço, pra falar a verdade, pois você está presente em vários momentos da minha vida. Em muitos instantes eu me lembro de conselhos que você já me deu, de dicas. Me lembro de conversas, de risadas, e etc. Hoje eu me lembrei de tudo ao mesmo tempo, me lembrei do seu aniversário do ano passado, e me peguei pensando quantos mais aniversários teus eu ainda vou poder "comemorar" com você. Queria poder estar aí, pra participar da sua festa, te cantar parabéns, e dizer tudo que eu te desejo, pessoalmente. É muito fácil pra mim, e cômodo, apenas te desejar feliz aniversário daqui, de tão distante. Emocionante mesmo seria estar aí pertinho de ti, chorando, ou rindo muito, de tanta felicidade por você. E sabe por que eu estaria chorando, ou rindo muito (ou os dois ao mesmo tempo)? Porque eu estaria muito satisfeita por você estar viva, e saudável. Muito satisfeita por ter uma amiga como você, que eu sei que apesar dos pesares, unhum, está sempre aqui, do meu ladinho. Você é uma pessoa excepcional, repito... Excepcional. Não é de se jogar fora, e não se encontra em qualquer esquina. Você é especial. É única. É você. E eu não sei sinceramente... Não sei mesmo o que eu seria hoje, atualmente, se você não tivesse estado comigo nos piores momentos, ou num dos piores, que já passei em minha vida. Por essas e outras que eu estaria tão radiante na sua festa de aniversário, pois eu saberia que não seria menos que merecido você estar super feliz também, porque você merece toda felicidade do mundo, Juh. Você está completando seus dezoito anos de vida, e isso é um tempo sabe? Mas eu espero que você tenha muito mais anos, e que você continue sempre igual, não sem crescer, amadurecer, mas igual no seu jeito fofo, zeloso, amigável, confiável, sorridente, e conquistador de sempre. Quero que você consiga muitas das coisas que você anceia, e que a cada dia que passe você se veja mais e mais como uma pessoa diferente das outras, uma pessoa que merece ser quem é. Espero que não só hoje, mas como todos os outros dias que você esteja por viver sejam tão legais, com gostinho de festa, como o dia de hoje. Todos os dias são seus dias daqui pra frente, você está se tornando uma mulher, o seu destino estará em tuas mãos, mais do que nunca. E você deve se lembrar que pode tudo, desde que o tudo esteja ao seu alcance, e mesmo que não esteja, faça estar, você é capaz. Agora, eu queria dizer que eu te amo, amo muito mesmo, e assim que eu puder estarei ao teu lado para te dar um abraço daqueles, e te dizer o quanto gosto e preciso de você. Por hora, ficam apenas minhas palavras, meus votos, e meus desejos mais sinceros de felicidade pra ti. Feliz aniversário, obrigada por ter nascido HAHAHA Te amo demais :(


Ps: que droga que não tô aí na sua festa pra encher a cara e poder rir de você ficando bêbada HAUEHAUEHAU brincadeira, só ia dizer que tô com saudade, pra variar um teco.


Um beijo,

Sua eterna bifs. rs

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Era pra ser...

Sou muito simples, na verdade. Gosto de certas coisas, e não suporto outras. Como a maioria, tenho dois olhos, uma boca, e um só coração. Com um dono, ou não, coração este que ainda teima a bater livremente. Sempre. Não gosto de nunca. Me sinto bem com o agora e anceio pelo amanhã. Uhm, não costumo planejar anos, os meses me agradam mais. Entendo o presente, analiso o passado e programo meu futuro. Mudanças. Adoro transformar a rotina. Não agüento monotonia. A arte é sempre se reeinventar. Tagarela. Mundana. Sonhadora. Um tanto peculiar, e particular. Vida privada, mas se você quiser, poderá participar. Sou aberta ao público, aos comentários maldosos, as críticas construtivas e também aos aplausos. Tenho apreço por mim, e costumo dizer o que penso. Sou determinada, mas isso é só um apelido para cabeça-dura. Gosto de detalhes, tenho os meus, e não costumo mudá-los. Prefiro ser. Ímpar. Única. Eu. Trinny.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Auto-retrato.

"Deixo tudo assim, não me importo em ver a idade em mim, ouço o que convém. Eu gosto é do gasto. Sei do incômodo, e ela tem razão quando vem dizer que eu preciso sim, de todo o cuidado. E se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz, quem então, agora eu seria?!

Ahhh... Tanto faz! E o que não foi, não é. Eu sei que ainda vou voltar, mas eu quem será?
Deixo tudo assim, não me acanho em ver vaidade em mim. Eu digo o que condiz. Eu gosto é do estrago. Sei do escândalo e eles têem razão quando vem dizer que eu não sei medir nem tempo e nem medo. E se eu for o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado?

Ahhh... Ora se não sou eu, quem mais vai decidir o que é bom pra mim? Dispenso a previsão.

Ahhh... Se o que eu sou é também o que eu escolhi ser... Aceito a condição.
Vou levando assim, que o acaso é amigo do meu coração. Quando fala comigo, quando eu sei ouvir..."

Los Hermanos - O velho e o moço.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

The thrill here is quicker than you'd think...

I never met a guy like you before. It's really kinda funny how you knocked on my door. It's crazy how you got me feeling funny, so deep inside. I can't believe you lay here inside my bed. A guy like you won't leave things inside my head. You magically appeared in the secret winces of my life. He loves me so... I can't believe how he needs me. I think it's crazy amazing... How you can just bump into a guy, fall in love, change your life. I've always been the bottle that sits on the shelf, I even start to think about my mental health, 'cos every other guys I seem to like would run a million miles. My friends are gonna think that I tell those lies. It's not easy to believe me, 'cos I've never had a guy like this. No, no, no. He loves me so... I can't believe how he needs me. I think it's crazy amazing... How you can just bump into a guy, fall in love, change your life. How love could be right. Never had a lover in my whole life. Could this be the way to a brighter light? Dreaming about this man since the beginning of time. ♪♪♪

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Isso

Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só...


F.E.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Tentativa

Engraçado o modo como tanto quero
E tanto não consigo;
O modo como tanto desejo
E tanto não realizo;
Tanto querer
Tanto desejar
Tanto idealizar
Tanto ficar só por estar;
Como posso almejar
Quando nem ao menos me é concebido o direito de sonhar?!
Uma incrível falta de nexo
Coesão
Sensação;
Vazio exterior, interior, que seja...
Dor. Só dor.

domingo, 26 de julho de 2009

Eu sou uma flor.

O principezinho estava agora pálido de cólera.
- Há milhões e milhões de anos que as flores fabricam espinhos. Há milhões e milhões de anos que os carneiros as comem, apesar de tudo. E não será sério procurar compreender por que perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e das flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avaliar o que faz, - isto não tem importância?!
Corou um pouco, e continuou em seguida:
- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importância!
Não pôde dizer mais nada. Pôs-se bruscamente a soluçar. A noite caíra. Larguei as ferramentas. Ria-me do martelo, do parafuso, da sede e da morte. Havia numa estrela, num planeta, o meu, a Terra, um principezinho a consolar! Tomei-o nos braços. Embalei-o. E lhe dizia: "A flor que tu amas não está em perigo... Vou desenhar uma pequena mordaça para o carneiro... Uma armadura para a flor... Eu...". Eu não sabia o que dizer. Sentia-me desajeitado. Não sabia como atingi-lo, onde encontrá-lo... É tão misterioso, o país das lágrimas!
Pude bem cedo conhecer melhor aquela flor. Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas, e que não ocupavam lugar nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e já à tarde se extinguiam. Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde, e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto, tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá. Mas o arbusto logo parou de crescer, e começou então a preparar uma flor. O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de preparar-se, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma sua pétalas. Não queria sair, como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor da sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias. E eis que uma bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal, mostrado.E ela, que se preparava com tanto esmero, disse, bocejando:
- Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa... Estou ainda toda despenteada...
O principezinho, então, não pôde conter o seu espanto:
- Como és bonita!
- Não é? Respondeu a flor docemente. Nasci ao mesmo tempo que o sol...
O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta. Mas era tão comovente!
- Creio que é hora do almoço, acrescentou ela. Tu poderias cuidar de mim...
E o principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca, e servira à flor.
Assim, ela o afligira logo com sua mórbida vaidade. Um dia por exemplo, falando dos seus quatro espinhos, dissera ao pequeno príncipe:
- É que eles podem vir, os tigres, com suas garras!
- Não há tigres no meu planeta, objetara o principezinho. E depois, os tigres não comem erva.
- Não sou uma erva, respondera a flor suavemente.
- Perdoa-me...
- Não tenho receio dos tigres, mas tenho horror das correntes de ar. Não terias acaso um pára-vento?
"Horror das correntes de ar... Não é muito bom para uma planta, notara o principezinho. É bem complicada essa flor..."
- À noite me colocarás sob a redoma. Faz muito frio no teu planeta. Está mal instalado. De onde eu venho...
Mas interrompeu-se de súbito. Viera em forma de semente. Não pudera conhecer nada dos outros mundos. Humilhada por se ter deixado apanhar numa mentira tão tola, tossiu duas ou três vezes, para pôr a culpa no príncipe:
- E o pára-vento?
- Ia buscá-lo. Mas tu me falavas...
Então ela redobrara a tosse para infligir-lhe remorso.
Assim o principezinho, apesar da boa vontade do seu amor, logo duvidara dela. Tomara a sério palavras sem importância, e se tornara infeliz.
"Não a devia ter escutado - confessou-me um dia - não se deve nunca escutar as flores. Basta olhá-las, aspirar o perfume. A minha embalsamava o planeta, mas eu não me contentava com isso. A tal história das garras, que tanto me agastara, me devia ter enternecido..."
Confessou-me ainda:
"Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar."
Creio que ele aproveitou, para evadir-se, pássaros selvagens que imigravam. Na manhã da partida, pôs o planeta em ordem. Revolveu cuidadosamente seus dois vulcões em atividade. Pois possuía dois vulcões. E era muito cômodo para esquentar o almoço. Possuía também um vulcão extinto. Mas, como ele dizia: "Quem é que pode garantir?", revolveu também o extinto. Se eles são bem revolvidos, os vulcões queimam lentamente, regularmente, sem erupções. As erupções vulcânicas são como fagulhas de lareira. Na terra, nós somos muito pequenos para revolver os vulcões. Por isso é que nos causam tanto dano.
O principezinho arrancou também, não sem um pouco de melancolia, os últimos rebentos de baobá. Ele julgava nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos familiares lhe pareceram, aquela manhã, extremamente doces. E, quando regou pela última vez a flor, e se dispunha a colocá-la sob a redoma, percebeu que estava com vontade de chorar.

- Adeus, disse ele à flor.
Mas a flor não respondeu.
- Adeus, repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.
- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela.
- Mas o vento...
- Não estou assim tão resfriada... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.
- Mas os bichos...
- É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virá visitar-me? Tu estarás longe... Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho as minhas garras.
E ela mostrava ingenuamente seus quatro espinhos. Em seguida acrescentou:
- Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Vai-te embora!
Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Go on, say it.

I swear that I can go on forever, again. Please let me know that my one bad day will end. I will go down as your lover, your friend. Give me your lips and with one kiss we begin. Are you afraid of being alone? 'Cause I am, I'm lost without you. Are you afraid of leaving tonight? 'Cause I am, I'm lost without you. I'll leave my room open till sunrise, for you. I'll keep my eyes patiently focused on you. Where are you now? I can hear footsteps. I'm dreaming, and if you will, keep me from waking to believe this. I'm lost without you.
O problema é que eu não quero te esquecer, e não quero que você me esqueça. Não o fato de não se lembrar mais de mim, isso eu sei que você vai continuar fazendo, tipo, se lembrando de mim, mas não quero que se esqueça que gosta de mim, poderia fazer isso, poderia me amar pra sempre, exatamente como me ama agora? Poderia simplesmente esquecer qualquer coisa que tenha dito e voltar pra mim? Me sinto idiota por implorar, por estar me lamuriando tanto, mas eu me sinto assim, como uma coisa triste, poxa, dá um desconto.

Oviedo.

The thrill here is quicker than you'd think. The way some jet-lagged bar kept pouring the wine. From over their heads, then sit back down, again. Four times is once too much for love. That's how many times the clock struck. I wandered home, saying your name.

Ignore II

Não gosto de falar de dor de cotovelo, mas meu corpo está praticamente todo transformado num cotovelo super machucado, e acho que é por isso que eu venho aqui escrever sobre isso, por mais pedante que seja, urgh, eu mesma não leio quando falam dessas coisas do coração. Mentira, eu sempre leio, é incrível como eu sou um tanto sado.
(...) Vou dormir pensando no quanto tudo é bom quando eu estou com você, no quanto era gostoso saber que eu compartilhava um amor com alguém que me amava de volta, ai, isso é realmente uma dádiva dos céus! Daí eu durmo - ultimamente eu venho sonhando com você - e acordo pensando em ti de novo, só que nesses tempos, quando eu penso em você, me sinto tão pra baixo, tão triste... Chateada, inútil. Me sinto totalmente desarmada, sem forças, e incapaz de mudar as coisas ao meu redor. Porque está fora do meu alcance, então, o que eu posso fazer com isso? Absolutamente... Nada. O que é uma pena, eu estou completamente disposta a fazer de tudo pra te ter comigo, estou disposta mesmo, que droga, me deixa fazer parta da sua vida do jeito certo, hein? Era só o que eu queria, é só o que eu quero... É o que eu preciso, entende? De você. Preciso de você como eu preciso da vida pra mim, todos os dias. Ah, é tão difícil de entender que as coisas não precisam ser assim? Você sabe que me ama tanto quanto eu sei que te amo, tudo se encaixa, qual o problema afinal? Não entra na minha cabeça tudo isso, muito menos no meu coração.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ignore.

Fazem três dias que eu não sei ao certo o que está acontecendo comigo, e com as coisas ao meu redor. É tão fácil pra algumas pessoas mudar de opnião... Mas pra mim não é assim, eu não sei mudar com facilidade, isso não acontece comigo do dia pra noite, e eu não me acho tão forte assim pra simplesmente "esquecer o que passou" e "seguir em frente". Existem umas coisas que a gente acaba sentindo por outras pessoas, que a gente realmente não esperava, simplesmente acontece. É triste que tenhamos de desistir de quem gostamos, de quem realmente acreditamos amar. Triste sentir que aquilo está sendo arrancado do meio das tuas mãos, totalmente contra sua vontade. Gostaria de não ser tão ingênua o quanto eu venho sendo, sempre acreditando que as coisas são como são, nunca são, não adianta nem forçar. É tão estúpido ter acreditado que eu e você daríamos certo, que só de pensar desse jeito, em mim contigo pra sempre, me dá vontade de chorar. Porque agora, sabe... Não vai ser mais assim, vai ser totalmente o contrário, ambos com suas vidas, com seus caminhos contrários, tudo diferente, nada se cruzando. E eu achando que Deus tinha te colocado na minha vida pra me dar algum rumo, pra me fazer feliz de um jeito que jamais tinha conseguido ser, mas não... Ele deve ter te colocado na minha vida simplesmente pra me ensinar, de forma dolorosa, que não se deve mesmo acreditar que sonhos se tornam realidade. Porque são apenas isso, sonhos, e esse que eu tinha de te ter comigo é o mais impossível de todos. Tantas lágrimas que eu derramei esses dias, tanta dor que eu senti dentro do meu peito, um vazio, uma falta... E você parece imune à tudo isso, mas por quê? Por quê eu não posso me sentir assim também? Queria simplesmente te apagar da minha mente, esquecer qualquer detalhe que eu tenha sobre você dentro de mim, e nunca mais pensar em ti. Mas isso eu sei que é completamente impossível. Essa ferida que você fez vai ficar aberta por muito tempo ainda... E vai doer, muito, enquanto eu ainda te ver do jeito lindo que eu te vejo, da forma maravilhosa que eu enchergo você. Queria poder dizer que te odeio, dizer que tenho repulsa, mas infelizmente eu não consigo, não consigo porque o meu amor é muito grande, e ah... Droga, sou tão assim. Sempre me envolvendo com as pessoas erradas. Pensei que você era a certa.

sábado, 18 de julho de 2009

Desculpe a demora.

Sei que andei sumida. Sei que você não me vê mais por aí, não me encontra pelas ruas, não me encontra nos corredores, nem de baixo do tapete, nem por entre as mechas do meu cabelo. É, tudo bem... Eu entendo que você ande um pouco acanhada, entendo também que esteja com raiva, um tanto aflita e mal-acostumada com toda essa bagunça. Te peço desculpas, sei que demorei pra vir até aqui te falar tudo isso que era necessário ser dito, mas você não entende? Não entende que eu não sabia qual era o melhor momento, e muito menos se ele exisita. O momento, no caso. Não, não fale assim comigo, nesse tom petulante como se eu não fosse uma humana. Você sabe o que eu quero dizer, sim, sabe, é claro, eu posso errar, sou humana, é disto que estou falando. Não me venha com essas acusações, estou aqui para pedir desculpas, e para ser perdoada. Você vai me conceder isto, vai? Diga que sim, eu estou farta de estar ausente, eu quero ser o corrimão da escada em que você vai se apoiar, eu quero ser aquele pedaço de chocolate em que você vai se afogar quando estiver muito só, mesmo com todos ao seu redor. Eu só quero isso, ser o que sempre fui. Ah, você não quer mais isto? E por quê? Não sabe? Eu sei, acho que isso é apenas bobagem sua, você entende perfeitamente bem, dentro de ti, que necessita de mim, contigo, em todo o tempo que pudermos passar juntas. Por favor, eu te imploro, eu preciso de você comigo aonde quer que eu vá, sem você... Porcaria! Pare de ficar se atormentando desta maneira, isso não é certo! Ou, ao menos... Não parece ser. Consegue enxergar? Está vendo agora? Não sei discernir nada sem você. Por favor, volte pra casa, estou te implorando, consciência, volte a me apaziguar, por favor... Dentro de mim é seu lar.

domingo, 21 de junho de 2009

Não arranjei um título

In many ways, they'll miss the good old days. Someday, it hurts to say, but I want you to stay, sometimes. When we was young, did we have fun, always. Promises, they break before they're made, sometimes. My ex says I'm lacking in depth, I will do my best. You say you wanna stay by my side... Darling, your head's not right. See, alone we stand, together we fall apart. I think I'll be alright. I'm working so, I won't have to try so hard. Tables, they turn sometimes. Someday... No, I ain't wastin' no more time. And now my fears they come to me in threes. So, I sometimes say, "Fate, my friend, you say the strangest things I find, sometimes". Someday... I ain't wasting no more time.


Queria dizer para quem é diretamente este post, mas como em todos os outros, deixa assim ficar... Subentendido.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Escrevendo, eu falo pra caralho, não é?

"(...) E ler, ler é alimento de quem escreve. Várias vezes você me disse que não conseguia mais ler. Que não gostava mais de ler. Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta. E eu acho — e posso estar enganado — que é isso que você não tá conseguindo fazer. Como é que é? Vai ficar com essa náusea seca a vida toda? E não fique esperando que alguém faça isso por você. Ocê sabe, na hora do porre brabo, não há nenhum dedo alheio disposto a entrar na garganta da gente."

domingo, 14 de junho de 2009

Tudo

Existe um certo momento de nossa vida em que nós paramos e resolvemos olhar para trás, ver tudo que já nos aconteceu, e parar para perguntar a nós mesmo se valeu realmente à pena. Existem coisas que apenas existem, não tem muito significado para nós, e elas não podem mudar o curso de nossos destinos. Sim, acredito e confio em meu destino, todos nós nascemos com um, mas todos nós temos o direito de mudá-lo quando quisermos. A nossa vida foi feita para ser vivida loucamente, não para que ficássemos parados olhando ela passar. Mas cada um tem para si o que é loucura. Vamos supor que para um certo alguém viver a vida loucamente signifique usar drogas, beber, ter muitas mulheres, e pegar Aids. Para outros, talvez, viver a vida de uma forma inusitada seja pegar um livro e lê-lo, já que o seu normal é justamente aquele que citei anteriormente. Ou então, para as pessoas que não tem tanta chance com esta vida, o estranho e louco seria ter um livro, um livro escolar, um livro com histórias de conto de fadas, ficção científica, românce, que seja, um livro onde possa descobrir um mundo novo, pois nem todos por aqui tem as oportunidades certas, e nada é justo, não foi feito para ser assim, mas se você pensar bem, se Deus não quisesse que Adão e Eva comessem o fruto proibido, ele iria mesmo avisá-los sobre aquilo?
Tudo que todos nós fazemos neste lugar em que vivemos, foi pensado, planejado, e materializado antes mesmo de fazermos. Nós sempre sabemos o que queremos, mesmo que digamos que não sabemos, no nosso subconsciênte se encontram as respostas.
Sempre existem aquelas pessoas que dizem que o amor não existe, mas se não existe como que você nasceu? Pode ser que a sua mãe não o ame, mas algo de puro um dia transcendeu do amor entre ela e o vagabundo do seu pai. Mesmo que seja assim, mesmo que todos reneguem o que há de mais lindo e famoso na face da terra, nada me faz acreditar que o amor não exista, ele é pauta de tantas letras de músicas, é falado por tantos pacifistas em acordos de Paz, é tão citado em momentos de reuniões de pais em escolas, e é tão famoso por sempre deixar marcas, marcas profundas que nunca irão cicatrizar. Pois no dia em que conseguirem a cura para os males que o amor causa nas pessoas, este dia será o dia da salvação universal. Pois sim, o que falta realmente neste mundo é amor, mas não amor pelo próximo nem nada disto, o que realmente falta, é amor pelas coisas certas. Certas pessoas amam as drogas, e não falo apenas das lícitas ou ilícitas, o caminho errado, mulheres e homens errados, pessoas que moram longe de mais, e que por sua vez não são dignas de sua fidelidade, simplesmente pelo fato de que você não pode confiar em um alguém que você nunca viu. Certas pessoas amam uma coleção de sapatos, de roupas, de jóias, amam coisas fúteis e sem sentido algum, e não, acredito que não há julgamento para este tipo de pessoas, talvez o que falte para elas seja uma pessoa de carne osso e coração. Fingir que algo como uma máquina, por exemplo, supre a falta que um alguém te faz não é ridículo, é a ausência daquela pessoa que você transfere para um meio mais fácil de atingir a realidade.
Não quero impressioná-lo com belos modos, jeitos interessantes de usar as palavras que tenho à minha disposição. Estou colocando aqui o que vem me transtornando, por que não existe forma melhor de dizer “quem sou eu” do que falando de “como eu penso”, nós somos o que pensamos, e se não pensamos, não somos ninguém.
(...) Pois o jeito que eu te encontrei por acaso, poderia te encontrar em qualquer lugar deste planeta, mas eu te encontrei aqui, neste local, não bem um local, mas desta forma confusa e precipitada. Se isto realmente aconteceu, era pra ter acontecido, só não foi no lugar certo e talvez nem no momento correto, mas a nossa vida é como uma corrida de obstáculos, temos que ir pulando um de cada vez, para que cheguemos ao último e vencendo assim a prova. Não quero pensar em despedidas, por que isto não vai acontecer, uma separação momentânea, sim claro, mas não uma separação definitiva, sei que soa como algo clichê, mas realmente não é, enquanto eu te amar, e você igualmente, nada irá nos separar. O que sinto por ti é algo gostoso de se sentir, o que me faz ficar para cima até nas dificuldades e brigas. Não existem formas de demonstrar, não mais. Já que é algo tão grandioso assim, não cabe a mim tentar passar isto em meras palavras.
Bem, é isto, este mundo lindo mundo da imaginação que criamos aqui, é algo maravilhoso, mas algo que não deve ser posto em primeiro lugar, não se você tiver uma vida toda à sua espera.

sábado, 6 de junho de 2009

Me faz chorar e é feito pra rir


Abre essa porta, que direito você tem de me privar desse castelo que eu construí pra te guardar de todo mal? Desse universo que eu desenhei pra nós?
Este castelo só me prendeu, viu? Mas o universo hoje se expandiu e aqui de dentro a porta se abriu.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

My happy ending

Li no meu horóscopo que eu preciso me afastar um pouco da internet. Mesmo sem computador, entrando bem menos que antes, eu não me afastei da internet. Continuo pensando nas pessoas que conheci aqui, e que mantenho amizade, ou qualquer coisa do gênero. Acho que me afastar, só por estar sem computador, não significa exatamente muita coisa, meu pensamento não deixa um só segundo de estar aqui.
Que coisa mais grotesta. Eu poderia conhecer um garoto, me apaixonar por ele, namorar com ele, e um dia ele me dizer que vai mudar de cidade, então, eu ficaria completamente desolada, e no primeiro ano em que ele estivesse fora eu sentiria falta dele todo instante, e permaneceria com ele em minha mente, como se ele ainda estivesse aqui, ao meu lado. Nutriria um sentimento que já havia sido extinto há muito, mas claro, como qualquer boba apaixonada não notaria esse fato vil.
Breve comparação, sou apaixonada por internet, e passei a ser apaixonada por pessoas diversas que nela conheci, pessoas essas que não conheço, pra ser sincera, mas que não são fantasmas em minha vida, estão tão, ou mais, presentes que muitos que convivem comigo dia-a-dia, se isso é errado? Eu não me julgo, gosto de ser feliz. Portanto, passo a nutrir todos esses sentimentos, por todas essas coisas e pessoas, e como sou uma boba apaixonada, não enchergo que talvez nunca vá vê-las, que talvez tudo seja uma ilusão infantil, mas por certas coisas e pessoas... Bom, eu acredito que tudo vale a pena, quando a alma não é pequena.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

I have no doubt

Não consigo expressar-me com palavras minhas, talvez algumas alheias me sirvam...

Tua presença é tão sublime quanto o mar e o ar.
Sei que a tua boca já beijou a outras que não a minha. Sei que já amou a outras quando não me conhecia. Mesmo assim teu carinho me tomou o peito, e hoje sem você não mais consigo ser do mesmo jeito. Sem você prefiro a solidão, a sete palmos do chão.

There's just no mercy in your eyes. To my choice seems too small, any move and I could fall.

A razão grita-me coisas que não consigo discernir, são como ruídos ao longe. Criei ouvidos seletivos.

sábado, 16 de maio de 2009

Music in me

Música pra mim é feito comida. Se eu passar um dia sem ouvir nenhuma cançãozinha, acho que entro em colapso. E assim como com relação à comidas, eu sempre estou mudando meus gostos musicais ao conhecer músicas novas. Me deixo levar por sensações diferentes de acordo com a música, ou com a letra (se eu conseguir entender). É engraçado como quem inventou a composição das melodias foi um gênio, ou um completo idiota, dito que, para mim, ouvir o som do "mundo" também me faz sentir bem, assim como me faz bem ouvir Black Rebel Motorcycle Club, haha.
Abrindo aqui um pequeno parênteses para falar dessa banda magnífica, que conheci há pouco. Black Rebel Motorcycle Club, uma banda de San Francisco muitxo louca, feita de um rock psicodélico lento, estilo este chamado shoegaze. Eles são uma mistura de Sex Pistols com Johnny Cash, ou então My Bloody Valentine com The Jesus and Mary Chain. Ao ouvir pelas primeiras vezes o som dos caras, não me senti muito identificada, confesso, mas assim que deixei a letra, a melodia, e todo o contexto entrar dentro de mim, pode apostar que passei a adorar, e idolatrar, essa bandinha.
Gosto de música porque como já ouvi falar, a vida é uma ópera. "(...)Verdadeiramente foi o princípio da minha vida; tudo que sucedera antes foi como o pintar e vestir das pessoas que tinham de entrar em cena, o acender das luzes, o preparo das rabecas, a sinfonia... Agora é que eu ia começar minha ópera. 'A vida é uma ópera', (...) repetiu-me a definição do costume, e como eu lhe disse que a vida tanto podia ser uma ópera, como uma viagem de mar ou uma batalha, abanou a cabeça e replicou:
- A vida é uma ópera, uma grande ópera. O tenor e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos comprimários, quando não são os soprano e o contralto que lutam pelo tenor em presença do mesmo baixo e dos mesmos comprimários..."

Outro incomplete?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ser ou não ser

(…) Geralmente é comum ouvirmos aquela célebre frase: -”Rir é o melhor remédio“. Dizem que rir cura todos os males. Dizem que rir deixa o corpo mais relaxado, principalmente se damos uma bela gargalhada antes de ir dormir. (…) Caro eu, cortei o texto porque de fato não sei como começá-lo, e de fato, também não tenho cartas suficientes na manga para sempre desbravar com razão, e aptidão, o início de cada assunto que proponho apartar. Apenas proponho, pois normalmente, como uma cabeça pensante, e totalmente globalizada, a cada segundo estou pronta para me dar o deleite de aceitar novos pensamentos. De modo que, a cada segundo, a cada frenesi, a cada insighting, a cada flash, a cada descarga de energia que um neurônio passa para o outro, me surgem mil idéias totalmente contraditórias. Isso faz de mim uma pessoa com qualidades e/ou defeitos também contraditórios? Talvez. Vivo no eterno dilema de descobrir o que realmente sou, o que realmente busco, e principalmente, afinal de contas, o que eu faço aqui? Dizer que não penso nisto, ah, caro eu, seria infrutífera bobagem. Claro, porque dizer que não penso na minha existência quanto ser humano, e ser humano não dotado de super poderes, tais como, prever (ler) o futuro e/ou o passado, seria pura enganação. Enganaria também, se falasse que penso todos os dias nisto, na questão da minha razão de viver. Não penso, sou egoísta, e por quê? Talvez porque de tanto pensar, achasse resposta, mas não sou tão altruísta, não me dôo tanto assim ao mundo, e costumo pensar mais em mim mesma. Mas… Descobrindo quem sou, não estaria descobrindo… Quem somos? Eis a questão.

domingo, 10 de maio de 2009

Like a feel

Time may take us apart, but I will still love you, I promise. And when the stars, stars are falling, I’ll keep calling. I promise that you’ll be my one, my only everything, I’ll never be untrue. And I promise that for all your love I will do anything. And you are my sky, my rain, the earth in which my love goes strong, the smile of my heart and the breath of my soul! Even if we find ourselves apart. We will hold our hopes and dreams, forever in our hearts. Tell me how you feel. I finally know how love feels. Tell me if its real! And my heart tells me its real. So real, so real… Time may take us apart, that’s true, but I will always be there for you. You’re in my heart, you’ll be in my dreams. No matter how many miles we’ve seen, I promise you that I won’t forget the day we kissed, or the day we met. The sky may fall and the stars may tilt, but I will still, I will still love you.

True or False? Maybe.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Lágrimas não são argumentos

Estou. Presente do indicativo do verbo estar.
Adoro este verbo. O verbo estar é o verbo da insegurança, por mais que passe uma certeza indiscutível. Você olha para o céu, e diz: -”Está chovendo.” Maior juízo de fato do que este, não poderia haver, certo? Certo. O verbo da desconfiança, com toda certeza. Por mais que você afirme algo, por mais que diga o quanto qualquer coisa está assim ou assada, de certa forma, ela jamais estará para sempre. Portanto tudo que está hoje, pode não estar mais do mesmo modo daqui um segundo.
Eu estou feliz. É uma incerteza, pois é somente um “estado” de espírito. Uma coisa que pode ser perene, ou não. Fico com a segunda opção. Não acredito em felicidade descomedida permanente. Até porque, na minha concepção, felicidade é bem daquele jeito, feita dos pequenos momentos, ou pequenos prazeres. Se bem que, no meu caso, encontrei-a bem ali, entre os pedaços maltrapilhos de um eu que não reconheço mais, um restinho totalmente destroçado de uma felicidade antes tida como inabalável. Encontrei, e resolvi cuidar daquele pequeno e inseguro sentimento como se dele dependesse a minha vida, e de fato, dependia. Não que vida sem felicidade não exista, existe, mas creio que apenas como um jeito de ainda estar por aqui, só por dizer que está, sem se envolver com nada especificamente. Porque, cá entre nós, as pessoas começam a ficar muito mesquinhas quando são muito infelizes. Mas como tudo que é demais (para o lado bom ou ruim), dura pouco, ou apodrece mesmo, ser feliz ao extremo, assim como se tornar uma pessoa ultra-infeliz, com toda certeza não é a melhor opção. O negócio é ir no miudinho, seguindo o ritmo, nenhum pouco coordenado, da vida.
Quando digo que estou feliz, acredito que estar é mais do que um modo de sobrevivência, é um ato de solidariedade perante à mim mesma, e o próximo. Próximo este que pode ser você, ou deixe isso pra lá e utilize apenas como modo figurado. Quando estou, permito-me sentir-me bem, sabendo do que um dia pode, ou não, calhar de acontecer. Assim como uma junção de coisas boas anda me ocorrendo, pode calhar que um punhado de coisas ruins passe a me atormentar. Então, apenas digo que estou, por um breve momento, de bem com a vida. E que amanhã, como vai ser? Nunca se sabe. Mas talvez ainda esteja satisfeita com tudo o bastante pra dizer que: -”Estou bem, e não tente acabar com a minha festa, porque ela só começa quando eu chego, e só termina quando eu quero ir embora.”

terça-feira, 21 de abril de 2009

C'est vous, seulment vous

Tem horas que a confusão insiste em se instalar dentro do meu peito. Me dá repulsa, não gosto de sentir-me desse modo. Mas existem horas… Ah, que horas… Horas em que apenas consigo pensar em ti. Toda irritabilidade, antes sentida devido aqueles murmúrios pitorescos, foi-se. Foi-se, e perdura em não voltar, mas… Até quando?
Quando pressinto sua presença ao redor, é quase como se eu pudesse sentir o breve ardor de seu hálito quente encostar em minha nuca. E eu sinto. Sinto tanto, que me faz arrepiar. Esse arrepio tristonho, e ao mesmo tempo alucinado, que passa tão depressa por meu corpo, que mal consigo acompanhar. Não seja por isso, este arrepio é mais denso que o ar. Quase paupável, de tão instigado em viver a me acompanhar.
Ah, se soubesses como sou tão carinhosa… Penso em te fazer um leite com torradas todo dia, santo dia. Te cuidar como se fosse minha cria. Te embalar, toda noite, santa noite, como quem reza para que a tempestade demore a vir, como quem pede que os trovões jamais tornem a assustar seu pequeno bibelô.
Poder te ter em minhas mãos… Em minhas ardententes, flamejantes mãos… Seria o que de mais glorioso existe. Pois olhar em teus olhos, e decifrar tudo que se esconde no mais profundo de sua matéria, ou até mesmo observar a plenitude de sua alma, ah, isso me bastaria de um tanto, não faz idéia. Mesmo que por algum acaso, fizesse idéia do quanto é vasto o meu querer, creio que não havia de entender. As confusões sempre tornam a perseguir-me, e assim não me deixam explicar, o quanto sinto prazer em te amar.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

É quase lá

Meio da aula de estequiometria, quando de repente não está mais prestando atenção à nada. As terras da inconsciência começam a engolir-te por inteiro. Escuridão. Está entrando em outro mundo, em uma dimensão totalmente diferente da que ali está, córporeamente. Os sons antes discerníveis começam a se tornar apenas zumbidos ao longe, por conseguinte desaparecerem perante a profundidade da quimera. Sente, a cada batida desenfreada do coração, sua razão perder o controle da situação, deixa que tudo se simplifique em utopia. Não se sente mais o corpo. Um momento. Tudo se torna luz. Tudo se torna sentimento. Você voa como uma linda gaivota, apenas buscando o seu alimento. Gaivota, que come peixe ao invés de comer alpiste. Gaivota, aquela que deseja não ser o pássaro, quer ser o peixe. Viver do mar. Come sua própria vontade, dando um jeito de evoluir seu próprio destino. Ser pássaro. Você voa como um pássaro, mas tem desejos controversos. Se aproxima da água, ao avistar sua presa. Prepara-se para ser engolido pela imensidão, amiga, saciadora, azul. Adentra de cabeça. É despertado. Um momento. Tudo se torna luz. Tudo se torna razão. Nota que não é mais uma linda gaivota, é um humano. Humano, que deseja continuar estagnado. Sem motivação, ou vontades. Faltou astúcia. Servindo-se dos pratos já feitos. Aproveitando-se das coisas erradas. Esquecendo-se de como é ser gaivota.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Is this it…

A story like mine, should never be told, because my world is as fragile, as prohibited.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Minha metralhadora cheia de mágoas

Disparo contra o sol, sou forte, sou por acaso. Minha metralhadora cheia de mágoas. Eu sou um cara cansado de correr na direção contrária, sem pódio de chegada, ou beijo de namorada. Eu sou mais um cara. Mas se você achar que eu estou derrotado, saiba que ainda estão rolando os dados, porque o tempo, não pára. Dias sim, eu vou sobrevivendo, sem um arranhão, da caridade de quem me detesta. Eu não tenho data pra comemorar, às vezes os meus dias são de par em par, procurando uma agulha num palheiro.

terça-feira, 31 de março de 2009

Such a beautiful day

Sinto dor de cabeça. Sinto dor… Na cabeça. Não na alma, nem no coração. Acho que sou feliz. Não quero chorar. Não quero sorrir. Não quero deixar a dor tomar conta de mim. Mas acabei de sorrir, então acho que ainda me resta alguma gota de insanidade nesta cabeça latejante.

sábado, 28 de março de 2009

Butterflies and Hurricanes

Queria esquecer a luz dos teus olhos, porque assim eu não sentiria saudade deles. Queria esquecer o tom da sua voz, o seu jeito de falar, esse sorriso lindo que só você tem. Queria tanto… Mas não posso, pois o que eu sinto por ti é tão forte, impossível de esquecer. Mas uma coisa é certa, te amo, e muito. Pois sem você não sei viver. Mesmo querendo te esquecer, te amo cada vez mais hoje do que ontem, e amanhã, mais do que nunca.

Change, everything you are and everything you were.

Sede

Como ter sede de escrever, desejo insano de digitar coisas que não vão lhe valer de nada. Ou talvez até valha algo, a sua consciência. Coisas fluem naturalmente depois que você desabafa, desabafar com o computador pode ser um modo sutil, porém gentil. Computador, meu amigo, não o melhor, mas já era. Talvez por preguiça, o computador tenha se tornado um grande amigo, o amigo que posso acariciar com os dedos, e me sentir realizada, sem pudor. E essa tal liberdade me dá o prazer do ato de desabafar, à sós, com ninguém. Desabafo comigo mesma, que é mais zeloso, me parece mais gostoso, menos penoso, e escancarado. Não sinto olhares pecaminosos recaíndo sorrateiramente sobre minha cabeça. Cabeça esta voando livre sobre todos os pensamentos que a fazem pesar, repuxando-os para o funil que em seguida me fará ter a sensação de serenidade. Por isso desabafo, desabafo dentro do escuro, onde ninguém pode me ver, me sentir, me tocar. Sou apenas eu, e aquilo que me consome. Apenas eu, tentando me decifrar, e me devorando em raiva por não completar qualquer que seja a tarefa que tenha obstinado à mim.

Incomplete?